Capítulo dez
Bom Gosto é
o Produto
A IA gera opções. Você escolhe
a certa. Essa é a habilidade.
A IA consegue gerar um site em trinta segundos. A maioria fica igual: cantos arredondados, fundos com gradiente, seções hero genéricas, frases de preenchimento. Isso é lixo de IA — o resultado padrão quando ninguém exercita bom gosto. É tecnicamente funcional. É esteticamente esquecível. E é o que você recebe quando aceita qualquer coisa que a IA te dá sem exigir algo melhor.
O antídoto não é mais prompts. É ter padrões. Saber como "bom" se parece. E mostrar para a IA o que você quer em vez de torcer para ela adivinhar.
Referências valem mais que descrições
"Faça parecer moderno e limpo" não diz quase nada para a IA. "Faça parecer stripe.com — minimalista, muito espaço em branco, uma cor de destaque, títulos grandes e em negrito" diz tudo. Referências ganham de descrições sempre. Uma captura de tela vale mil palavras de prompting. Colecione exemplos de coisas que você ama — sites, apps, designs — e alimente o agente. "Quero esse layout mas com essas cores." "Essa tipografia mas aplicada a um dashboard."
Bom gosto não é inato. É exposição mais julgamento. Você desenvolve olhando coisas ótimas e entendendo por que são ótimas. Quanto mais referências você coleciona, mais afiado seu olhar fica. E quanto mais afiado seu olhar, melhores suas instruções para o agente.
As três lentes de avaliação
Julgue o que o agente constrói por três lentes. Visual: parece com minhas referências? Funcional: faz o que eu especifiquei? Usuário: eu realmente usaria isso? Se a resposta para qualquer uma delas for não, itere. Você não precisa ler o código para aplicar essas lentes.
A vantagem humana
A IA gera opções. Você escolhe a certa. Esse julgamento — bom gosto, empatia, visão — é sua vantagem. A IA pode produzir dez variações de logo num minuto. Mas só você sabe qual soa certa para a sua marca. A IA pode rascunhar dez versões de uma landing page. Mas só você sabe qual vai ressoar com seu público. A habilidade escassa não é geração. É curadoria.
O que a IA fundamentalmente não sabe fazer: escolher o que construir. Decidir para quem é. Determinar por que importa. Definir a visão criativa. Ler o ambiente. Saber quando algo está "estranho" mesmo sem conseguir articular por quê. Essas não são falhas da IA — são características de ser humano. E num mundo onde geração é grátis, elas valem mais do que nunca.
Classifique essas opções da melhor para a pior. Depois veja como os especialistas avaliaram — e por quê.
Resta um capítulo. Chega de teoria. É hora de combinar tudo que você aprendeu e construir algo real — algo que só você pensaria em fazer.